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Boa diversão, e bom final de semana!
Neste mês de fevereiro foi o aniversário de 70 anos de um dos maiores diretores do cinema de horror norte-americano. George Andrew Romero, nova-iorquino nascido em 4 de fevereiro de 1940, criou uma nova concepção de monstros cinematográficos: os mortos-vivos modernos, cadáveres ambulantes comedores de carne humana. Mesmo que influenciado pelo cinema e pela literatura anteriores a ele, Romero inaugurou, a partir de A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead, 1968), uma nova mitologia e um novo subgênero para o terror: os filmes de zumbi!
Até hoje seguido e mesmo copiado por muitos, o cineasta roteirizou e dirigiu, além de A Noite dos Mortos-Vivos, os filmes Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978), Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985), Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2005), Diário dos Mortos (Diary of the Dead, 2008), e mais outros 10 filmes de terror. Somado a isso, participou como roteirista e produtor em outras obras, incluindo os remakes A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead, 1990) e Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004). Não é pouca bosta! E olha que neste ano ainda vai ter nos cinemas o Survival of the Dead, gravado em 2009!
Contudo, seu cinema, assim como grande parte do cinema de horror, não teve e ainda não tem o devido reconhecimento. Considerados pela crítica conservadora como sendo de “baixa categoria”, os filmes de zumbi normalmente são desprezados e tratados como produções de pouca profundidade e conteúdo. Quem é fã, porém, sabe que não é bem assim.
Nas obras de George Romero e mesmo de outros cineastas do gênero, em meio ao sangue, às tripas e aos tiros na cabeça, podemos encontrar reflexões extremamente proveitosas sobre questões sociais como a luta de classes, o modo de vida capitalista, o consumismo, o preconceito, etc (tratarei dessa temática mais detalhadamente em um post futuro). Por ser uma fantasia, ainda mais uma fantasia de horror, muitas pessoas ainda relutam em admitir esse teor. Quando aprenderão que terror também é cinema, me pergunto?
Se até o Bub aprende, você também consegue!
Uma ficção, por ser violenta e crua, não pode passar uma mensagem? É crime tentar dizer algo por meio de uma história fantasiosa? O que mais acho estranho, é que ninguém duvida do valor das fábulas de Esopo, da Bíblia das tragédias gregas e das doidices do Shakespeare (nada contra as obras, tenho birra dele por causa do que ele fez com a reputação do Maquiavel, mas isso é assunto de outro post) como fontes de reflexão. Também são fantasiosas! Que tal Ensaio sobre a Cegueira (tanto o livro de José Saramago, quanto o filme Blindness, 2008)? Fantasioso, mas todo mundo achou lindo e extremamente reflexivo (incluindo eu). E esses são apenas alguns exemplos bobos! Será que não é hora das pessoas respeitarem mais o cinema de horror e os grandes diretores como George Romero? Ou será que são moralistas demais para isso? Isso soou como um desabafo, eu sei...
Anyway, tudo isso pra dizer: feliz aniversário atrasado, George “A fucking genius” Romero (como diria Tarantino)! Você merece mais reconhecimento, não apenas dos seus fãs mas também das outras pessoas. Fecho o post com uma cena memorável de um de seus filmes, enjoy!
Em breve, um post especial discutindo só a questão dos zumbis! ;)
Nem é champs.
FFFFFFUUUUU, ou simplesmente Rageguy (algo como “cara furioso”), é um meme. Mas que diabos é isso? Bem, um meme é, de maneira bem resumida, uma coisa (imagem, vídeo, link, etc) que se propaga de pessoa para pessoa via internet de maneira muito rápida (não estando satisfeito, existe Google pra isso). Nesse caso em questão, é uma idéia de tirinha “faça você mesmo”, uma estrutura de humor já pronta, que qualquer um pode alterar e complementar.
O personagem, Rageguy, é um carinha que se irrita. Com o que ele se irrita? Ora bolas, com qualquer coisa irritante que aconteça na vida dele. Desde rasgar a folha de caderno sem querer, machucar a unha tirando cutícula, encostar o pênis no vaso ao ter uma ereção, até mesmo gozar acidentalmente no intervalo do pornô durante a propaganda do Corega com a Suzana Vieira (tá, essa piada é do Rafinha Bastos, mas eu assisti mais de um show dele, então posso citar)!
Template vazio: qualquer um pode fazer um FFFFFUUUUUU!
A idéia, criativa e democrática, começou em 2008 no site 4chan, um portal gringo de compartilhamento de imagens. O autor, ninguém sabe ao certo. O fato é que a coisa se espalhou tão rápido, que nem se quiséssemos descobriríamos o inventor da bagaça. Fazer um FFFUUU só exige três coisas: uma idéia boa, 2 minutos e MSPaint. Simples, né?
Pra quem não entendeu ainda do que se trata, e pra quem entendeu e curtiu, lá vai alguns FFFUUU’s engraçados pra vocês se divertirem! Não sei a autoria de cada uma das tirinhas, mas acredito que os autores não ficarão chateados (se algum for brasileiro e ficar, me avisa que eu dou o crédito).
Espero que tenha gostado! Que tal fazer seu próprio FFFUUU e mandar pra cá? Ficarei mais que feliz em publicar! Abraços!
Faz aquela que a carta sobe! Faz pra gente ver!
Ok, parem de pedir a mágica anunciando o efeito dela. That suck’s!
Mas não é sobre isso que pretendo falar. Quero aqui escrever um pouco sobre a minha curta experiência no mundo da Mágica e sobre a diferença que ela fez na minha vida. Entre os anos de 2006 e 2007, estudei livros e cursos, participei de fóruns e pratiquei números na frente do espelho como um condenado. Mesmo assim, nunca passei do amadorismo e nem atingi um nível muito bom. De qualquer forma, acredito que pude alegrar algumas pessoas (reuniões, churrascos, aniversários) e mudar um pouco o meu modo de ver a vida!
O primeiro Bicycle a gente nunca esquece!
Se tem algo que a mágica me fez de bom, foi acabar com grande parte da minha timidez! Aprendi a me comunicar melhor, a olhar as pessoas nos olhos e não ter medo de sorrir para um desconhecido. Isso me ajudou muito de lá pra cá. Mas não é sobre isso que quero falar [2], novamente.
O fato é que, durante meu breve período de prática dedicada (e até hoje, quando faço algum número), notava que os espectadores ainda tinham muitos problemas com a figura do mágico! Problemas esses que prejudicavam não apenas o mágico, mas também o próprio potencial de diversão de quem assiste! Resolvi, então, abordar um pouco essas questões, dando meus humildes pitacos de mágico amador:
Enfim, tudo isso pra dizer que a mágica faz bem, tanto ao mágico quando a quem está vendo! É um momento no qual a realidade é questionada frente ao indivíduo, resgatando (ou estimulando) uma inocência infantil gostosa de se ter! O mágico subverte o óbvio e balança as certezas, por isso é tão amado (e odiado por alguns). De qualquer forma, aproveite! Deixo vocês com um vídeo maravilhoso do grande Lance Burton:

Meu nome é Samuel Ribeiro dos Santos Neto. Sou de Campinas/SP, licenciando de Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, ou simplesmente IFCH da Unicamp. A idéia do blog está muito relacionada à minha personalidade: gosto de muitas coisas diferentes e estou sempre interessado em expandir meus horizontes (que coisa mais “motivacional”). Assim, o Blog do Sam tratará de variedades: cinema, joguinhos bestas, opinião, política, música, humor, vídeos, e até mesmo Sociologia! A intenção é fazer pelo menos 1 post por dia, mantendo o blog sempre atualizado.