sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tá com tédio? Desenha!

Nem com giz, nem com lápis e nem com canetinha! Isso mesmo, nem com canetinha!

Nem com canetinha?! =OOO

Se pintou aquele tédio e bateu aquele desânimo de domingo a noite, não se desespere padawan! Tenho uma solução perfeita para os seus problemas (e falo por experiência própria): Sketchswap e Isketch, dois sites gringos para brincar de desenhar enquanto o Fantástico está acabando. E garanto que serão bem mais divertidos que o Profissão Repórter (hoje acordei com a Rede Globo na cabeça)! Bueno, um de cada vez então:

Sketchswap


O site é auto-explicativo! Não são necessárias instruções mais detalhadas, tudo que você tem que fazer é desenhar (de preferência algo legal e bem caprichado, take your time) e clicar no botão de enviar quando tiver acabado. Em alguns segundos, seu desenho estará na tela de qualquer pessoa do planeta, e um desenho da China, da Rússia ou da Somália Noruega estará aparecendo passo a passo na sua tela! Interativo e divertido, mas exige um pouco de capricho por questões de reciprocidade, bem diferente do...

Isketch


Aqui a qualidade do desenho não é o ponto mais importante (se bem que isso pode te ajudar bastante na brincadeira). O site funciona como um Imagem & Ação virtual, mas sem a parte da mímica. Entre numa sala de jogo, e brinque de adivinhar o que os outros estão desenhando. Quem adivinha mais rápido ganha mais pontos, e quanto mais pessoas adivinharem, mais pontos ganha o desenhista! É por isso que na sua vez de desenhar é bom caprichar, champs!

Boa diversão, e bom final de semana!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

George Carlin - Save the Planet!

Excelente apresentação do polêmico George Carlin (1937-2008), comediante de stand up norte americano. Conhecido pelo teor crítico de seus números, foi censurado e até preso na década de 60. Seus temas mais comuns são religião, sociedade, linguagem e política.



"I look at it this way... For centuries now, man has done everything he can to destroy, defile, and interfere with nature: clear-cutting forests, strip-mining mountains, poisoning the atmosphere, over-fishing the oceans, polluting the rivers and lakes, destroying wetlands and aquifers... so when nature strikes back, and smacks him on the head and kicks him in the nuts, I enjoy that. I have absolutely no sympathy for human beings whatsoever. None. And no matter what kind of problem humans are facing, whether it's natural or man-made, I always hope it gets worse." (George Carlin)

E não é que eu penso assim também? ;)

George Romero

O véio é bão!

Neste mês de fevereiro foi o aniversário de 70 anos de um dos maiores diretores do cinema de horror norte-americano. George Andrew Romero, nova-iorquino nascido em 4 de fevereiro de 1940, criou uma nova concepção de monstros cinematográficos: os mortos-vivos modernos, cadáveres ambulantes comedores de carne humana. Mesmo que influenciado pelo cinema e pela literatura anteriores a ele, Romero inaugurou, a partir de A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead, 1968), uma nova mitologia e um novo subgênero para o terror: os filmes de zumbi!


Até hoje seguido e mesmo copiado por muitos, o cineasta roteirizou e dirigiu, além de A Noite dos Mortos-Vivos, os filmes Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978), Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985), Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2005), Diário dos Mortos (Diary of the Dead, 2008), e mais outros 10 filmes de terror. Somado a isso, participou como roteirista e produtor em outras obras, incluindo os remakes A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead, 1990) e Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004). Não é pouca bosta! E olha que neste ano ainda vai ter nos cinemas o Survival of the Dead, gravado em 2009!


É morto pra caralho!


Contudo, seu cinema, assim como grande parte do cinema de horror, não teve e ainda não tem o devido reconhecimento. Considerados pela crítica conservadora como sendo de “baixa categoria”, os filmes de zumbi normalmente são desprezados e tratados como produções de pouca profundidade e conteúdo. Quem é fã, porém, sabe que não é bem assim.


Nas obras de George Romero e mesmo de outros cineastas do gênero, em meio ao sangue, às tripas e aos tiros na cabeça, podemos encontrar reflexões extremamente proveitosas sobre questões sociais como a luta de classes, o modo de vida capitalista, o consumismo, o preconceito, etc (tratarei dessa temática mais detalhadamente em um post futuro). Por ser uma fantasia, ainda mais uma fantasia de horror, muitas pessoas ainda relutam em admitir esse teor. Quando aprenderão que terror também é cinema, me pergunto?


Se até o Bub aprende, você também consegue!


Uma ficção, por ser violenta e crua, não pode passar uma mensagem? É crime tentar dizer algo por meio de uma história fantasiosa? O que mais acho estranho, é que ninguém duvida do valor das fábulas de Esopo, da Bíblia das tragédias gregas e das doidices do Shakespeare (nada contra as obras, tenho birra dele por causa do que ele fez com a reputação do Maquiavel, mas isso é assunto de outro post) como fontes de reflexão. Também são fantasiosas! Que tal Ensaio sobre a Cegueira (tanto o livro de José Saramago, quanto o filme Blindness, 2008)? Fantasioso, mas todo mundo achou lindo e extremamente reflexivo (incluindo eu). E esses são apenas alguns exemplos bobos! Será que não é hora das pessoas respeitarem mais o cinema de horror e os grandes diretores como George Romero? Ou será que são moralistas demais para isso? Isso soou como um desabafo, eu sei...


Anyway, tudo isso pra dizer: feliz aniversário atrasado, George “A fucking genius” Romero (como diria Tarantino)! Você merece mais reconhecimento, não apenas dos seus fãs mas também das outras pessoas. Fecho o post com uma cena memorável de um de seus filmes, enjoy!




Em breve, um post especial discutindo só a questão dos zumbis! ;)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Post Mortem

Este é um curta metragem trash do qual participei (como péssimo ator, péssimo maquiador e ótimo dono do cenário) em 2008. É sobre uma maldição libertada acidentalmente, que transforma as pessoas em zumbis de bermuda comedores de carne humana. Boas risadas!



As gravações foram na minha casa, o sangue foi feito de glucose de milho com corante, as tripas era tripas de porco cruas (que ninguém teve coragem de morder) e a iluminação era uma lâmpada de emergência e um abajur. Incrivelmente, no final sujou pra cacete e minha mãe eu tive que limpar sozinho...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vida de Cientista Social

É foda...

O que é FFFFUUUUUUUUUUUUU?!

FFFUUUUUUU...são! Hááááá! É de Dragonball Z né?


Nem é champs.



FFFFFFUUUUU, ou simplesmente Rageguy (algo como “cara furioso”), é um meme. Mas que diabos é isso? Bem, um meme é, de maneira bem resumida, uma coisa (imagem, vídeo, link, etc) que se propaga de pessoa para pessoa via internet de maneira muito rápida (não estando satisfeito, existe Google pra isso). Nesse caso em questão, é uma idéia de tirinha “faça você mesmo”, uma estrutura de humor já pronta, que qualquer um pode alterar e complementar.


O personagem, Rageguy, é um carinha que se irrita. Com o que ele se irrita? Ora bolas, com qualquer coisa irritante que aconteça na vida dele. Desde rasgar a folha de caderno sem querer, machucar a unha tirando cutícula, encostar o pênis no vaso ao ter uma ereção, até mesmo gozar acidentalmente no intervalo do pornô durante a propaganda do Corega com a Suzana Vieira (tá, essa piada é do Rafinha Bastos, mas eu assisti mais de um show dele, então posso citar)!


Template vazio: qualquer um pode fazer um FFFFFUUUUUU!


A idéia, criativa e democrática, começou em 2008 no site 4chan, um portal gringo de compartilhamento de imagens. O autor, ninguém sabe ao certo. O fato é que a coisa se espalhou tão rápido, que nem se quiséssemos descobriríamos o inventor da bagaça. Fazer um FFFUUU só exige três coisas: uma idéia boa, 2 minutos e MSPaint. Simples, né?


Pra quem não entendeu ainda do que se trata, e pra quem entendeu e curtiu, lá vai alguns FFFUUU’s engraçados pra vocês se divertirem! Não sei a autoria de cada uma das tirinhas, mas acredito que os autores não ficarão chateados (se algum for brasileiro e ficar, me avisa que eu dou o crédito).


Espero que tenha gostado! Que tal fazer seu próprio FFFUUU e mandar pra cá? Ficarei mais que feliz em publicar! Abraços!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Causos da Finlândia - I

Noooossa, que legal! O que tinha lá na Finlândia?

Nada!


Bem, na verdade quase nada. Ok, talvez tivesse algumas coisas bacanas, e talvez eu tenha amado muito aqueles cinco dias que permaneci por lá em junho de 2009. O que vivi e presenciei tentarei contar neste e em futuros posts, espero que sejam muitos! Mas antes de começar o relato do que passei ali pelos lados nórdicos, convém contar como fui parar lá (pra começo de conversa).

Começando: meu irmão, Bruno Ribeiro, conseguiu algo que eu, até então, julgava ser uma tremenda lorota. O sortudo ganhou uma viagem com acompanhante, com tudo pago, por meio de uma promoção da Vodka Finlandia. A idéia era conhecer o frio finlandês e participar de uma festa mega fechada ao norte do país, na Lapônia (bem no círculo polar ártico), a fim de presenciar o fenômeno do sol da meia noite. E eu, estranho como sou, era o único conhecido do meu irmão cujo sonho era visitar aquele fim de mundo. Deu no que deu, e agradeço até hoje pela oportunidade que me foi dada. Mas vamos ao que interessa!

Partimos de São Paulo, quase perdendo o vôo, e fizemos uma baldeação em Frankfurt, após mais de dez horas de viagem. Com mais uma hora de espera, e mais uma hora de vôo, chegamos em Helsinki, sem a mínima idéia de como proceder. Desembarcamos e logo vimos um sujeito de terno com uma plaquinha escrito “Bruno Ribeiro Midnight Sun”. Cumprimentamos o cara, e descobrimos ser nosso motorista (cujo nome não me recordo).

Entramos num Mercedez (ou era uma BMW?) muito chique, e fomos levados em direção ao centro de Helsinki, a capital finlandesa, para o hotel Radisson. No caminho, a primeira coisa que eu notei foi a limpeza da cidade! E não falo apenas da falta de lixo (o que mostra uma ótima educação e noções de cidadania do povo), mas a ausência da tradicional poluição visual dos centros urbanos. Não havia outdoors, cartazes, placas ou qualquer outro veículo de propaganda em excesso! A rodovia que pegamos era impecável e bem conservada, brilhando nos 15 graus do verão finlandês. Felizmente, filmei esse primeiro passeio (o vídeo é sem graça, mas mostra a minha primeira visão externa do país):


Após alguns minutos de viagem, e algumas palavras simpáticas trocadas com o motorista (finlandeses não gostam de futebol, mas são ótimos no hockey, segundo ele), chegamos ao nosso hotel. O Radisson SAS Blu Plaza (or something like that) fica bem no centro da cidade, ao lado de um cassino, um museu e uma estação de trem, e próximo a vários bares. Em outro post comentarei sobre a arquitetura e o visual da cidade! Anyway...


Entramos, falamos com o recepcionista. Avisei que tínhamos uma reserva em nome de Bruno Ribeiro. Educadamente, ele me disse: “Sorry, I can’t find any reservation on that name” (FFFUUUU...). Perguntamos então por Mathias, o argentino que estaria nos esperando. O sistema marcava que ele estava hospedado lá, mas nada do cara aparecer. Preocupados, sentamos no lobby e resolvemos esperar pelo hermano sumido...

Na continuação, conto o que aconteceu depois! Até a próxima!

Sobre a Mágica!

Faz aquela que a carta sobe! Faz pra gente ver!


Ok, parem de pedir a mágica anunciando o efeito dela. That suck’s!


Mas não é sobre isso que pretendo falar. Quero aqui escrever um pouco sobre a minha curta experiência no mundo da Mágica e sobre a diferença que ela fez na minha vida. Entre os anos de 2006 e 2007, estudei livros e cursos, participei de fóruns e pratiquei números na frente do espelho como um condenado. Mesmo assim, nunca passei do amadorismo e nem atingi um nível muito bom. De qualquer forma, acredito que pude alegrar algumas pessoas (reuniões, churrascos, aniversários) e mudar um pouco o meu modo de ver a vida!


O primeiro Bicycle a gente nunca esquece!


Se tem algo que a mágica me fez de bom, foi acabar com grande parte da minha timidez! Aprendi a me comunicar melhor, a olhar as pessoas nos olhos e não ter medo de sorrir para um desconhecido. Isso me ajudou muito de lá pra cá. Mas não é sobre isso que quero falar [2], novamente.


O fato é que, durante meu breve período de prática dedicada (e até hoje, quando faço algum número), notava que os espectadores ainda tinham muitos problemas com a figura do mágico! Problemas esses que prejudicavam não apenas o mágico, mas também o próprio potencial de diversão de quem assiste! Resolvi, então, abordar um pouco essas questões, dando meus humildes pitacos de mágico amador:


  1. Mágico não faz truque. Quem faz truque é cachorro. Mágico faz mágica, o que é muito diferente! O “truque”, ou a técnica, é apenas uma ínfima parte da mágica, e eu diria até que é uma das menos importantes. O truque é frio, a mágica encanta. Truque remete a enganação, trapaça.
  2. A mágica não acontece nas mãos do mágico. Acontece nos olhos do espectador. As mãos do mágico (ou as mangas, ou a cartola, ou a roldana hiper complicada que todo mundo sempre acha que está lá) só fazem a parte fácil, que é a técnica. A mágica acontece naquele instante que chamo de “momento uau”, quando o espectador se assusta e revela em seu olhar um brilho quase infantil. Fazer mágica não é uma arte puramente instrumental. Mesmo uma técnica que dá errado pode render uma mágica boa que cause risos e gere diversão.
  3. Não queremos enganar você! Nossa intenção é apenas te iludir, o que é bem diferente. Um mágico ético não faz sua arte para se aproveitar, trapacear ou se impor como mais esperto ou moralmente superior. Um bom artista faz seus números para gerar alegria, para trazer encanto, porque isso o satisfaz! Portanto, não seja um espectador chato, e não encare o mágico como seu inimigo, não o desafie, não tente estragar o show.
  4. Não revelamos o segredo e não repetimos o número. Ponto. Acredite, fazemos isso pelo seu próprio bem! É bem mais satisfatório um encanto que dura dias e sobrevive no mistério não revelado, do que uma resposta rápida para uma curiosidade momentânea.
  5. Não fazemos a mágica sozinhos. O espectador tem forte participação no processo de encantamento. É preciso estar aberto, receptivo, gostar de ser iludido, para que uma mágica seja gostosa de verdade. Tem gente que fica com raiva (a história de se sentir enganado), mesmo quando a execução do artista foi impecável! Raiva não é exatamente o sentimento que queremos causar, então se aceitou ver um número, mantenha o bom humor. Tenho certeza que não irá se arrepender de se manter aberto ao encanto! ;)

Enfim, tudo isso pra dizer que a mágica faz bem, tanto ao mágico quando a quem está vendo! É um momento no qual a realidade é questionada frente ao indivíduo, resgatando (ou estimulando) uma inocência infantil gostosa de se ter! O mágico subverte o óbvio e balança as certezas, por isso é tão amado (e odiado por alguns). De qualquer forma, aproveite! Deixo vocês com um vídeo maravilhoso do grande Lance Burton:


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Natureza


Corria por pátios cinzentos
Uma garota, sozinha, gritando;
Sangue em seus cortes,
Lágrimas de maquiagem.
Uma sombra, andando,
A persegue! Mil mortes
Em seu semblante sereno.

Um dueto de passos
Enfeita a madrugada;
Um último suspiro afia
A lâmina penetrante!
O corpo cai, e a sombra,
Fria e calada,
Vai embora, coagulando pegadas.

Samuel Ribeiro
7 de agosto de 2008
como postagem inaugural, uma singela homenagem a um dos mestres do terror!

Apresentação!

Olá leitores não-existentes!

Este é o primeiro post do blog, e como tal reservei a ele a função de apresentar um pouco a idéia por trás do Blog do Sam, assim como falar sobre mim mesmo (afinal, é importante conhecer o autor).
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Meu nome é Samuel Ribeiro dos Santos Neto. Sou de Campinas/SP, licenciando de Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, ou simplesmente IFCH da Unicamp. A idéia do blog está muito relacionada à minha personalidade: gosto de muitas coisas diferentes e estou sempre interessado em expandir meus horizontes (que coisa mais “motivacional”). Assim, o Blog do Sam tratará de variedades: cinema, joguinhos bestas, opinião, política, música, humor, vídeos, e até mesmo Sociologia! A intenção é fazer pelo menos 1 post por dia, mantendo o blog sempre atualizado.

Grandes abraços a todos os futuros leitores!

Samuel Ribeiro