Sim!
No final das contas, não passaram nem 5 minutos até o argentino chegar no hotel. Aparentemente, ele e o resto do grupo estavam voltando de um passeio por Suomenlinna (num post futuro, contarei em detalhes tudo sobre esse lugar). Para a nossa felicidade, Mathias falava português muito bem, o que facilitou a comunicação. Explicamos a ele o problema com as reservas, mas antes de qualquer iniciativa o
Antes de subirmos, Mathias nos avisou que dali a tantas horas deveríamos nos encontrar no lobby novamente, pois o grupo todo, composto de latinos de toda espécie (brasileiros, chilenos, venezuelanos, colombianos, porto-riquenhos e por aí vai), iria sair para jantar. Depois de guardarmos tudo, saímos um pouquinho para conhecer a região (mas não fomos muito longe). Nosso hotel, como já comentei, ficava próximo a um cassino, um museu, um teatro, vários bares e à estação de trem. Filmei um pouco esses arredores, rodando no meio de uma praça (Rautatientori) como só um turista seria capaz de fazer (ignore os comentários toscos):
Helsinki, como puderam notar, é uma cidade muito limpa e organizada. Os carros passam devagar, respeitando ao máximo os pedestres e as leis de trânsito. Muita gente se locomove de bicicleta ou de bonde. A arquitetura é muito bonita (não me lembro de ter visto nenhum prédio térreo) e as pessoas muito educadas, apesar de frias e distantes. Com meio milhão de habitantes, tem um território menor que o município de São Carlos. Ainda assim, mesmo no horário comercial em pleno verão, parecia sempre vazia e sem movimento. A temperatura não estava tão baixa, mas a sensação térmica não era a mesma de um frio brasileiro, devido ao vento forte e constante, e ao ar úmido vindo do Mar Báltico. As nuvens, coisa que muito me encantou, estavam quase sempre rasgadas. Achei tudo muito lindo!
Enfim, após uma primeira bisbilhotada, voltamos ao hotel e nos encontramos com o grupo para jantar. Fomos até um restaurante chamado Seahorse, um lugar bem simples e aconchegante. Acabei pedindo o prato mais barato, infelizmente, pois achei que cada um teria que pagar o seu (no final a Vodka Finlandia pagou tudo): arenque frito (igual sardinha frita, só que mais chique) e um copo de suco de maçã (aquele que
Um fato engraçado que notamos, eu e meu irmão, foi a diferença de comportamento entre a nossa mesa e as mesas ocupadas por finlandeses. Quando chegamos lá, o lugar parecia um cemitério: todo mundo quieto, falando baixinho, comendo tranquilamente. Nosso grupo, pelo contrário, precisou de apenas uns 5 minutos pra começar o escândalo com piadas e risadas altas! Num clima bem latino, nossa mesa era a mais barulhenta e alegre do recinto. Passado algum tempinho, os finlandeses começaram a se levantar e ir embora. À primeira vista, as pessoas da Finlândia pareceram muito reservadas e discretas. Deu a entender até que éramos um incômodo, mas ainda não tenho certeza se foi isso mesmo...
De qualquer modo, foi um jantar divertidíssimo, durante o qual eu pude notar tanto os traços culturais que nós do Brasil compartilhamos com os outros irmãos latinos, quanto as diferenças comportamentais em comparação com os finlandeses. Um saudável exercício antropológico! E eu ainda ia ter muitos desses durante a estadia...
Abraços, e até a próxima!

hahaha, não lembrava do "riveiro" :P
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